sexta-feira, 29 de setembro de 2017

A Cor


    A cor é importante na Psicologia, pois é um elemento de perceção que pode provocar inúmeras sensações tendo em conta cada cultura. Na Ocidental, por exemplo, a cor púrpura é “luxo” e o verde é “esperança”.


   A Cor não é um fenómeno físico. É subjetiva, porque pode ser entendida de forma distinta por diferentes pessoas. Psicologicamente, pode apresentar-se-nos como: estimulante, alegre, otimista, serena, tranquila, melancólica. 


   A vida tem várias cores. A cor vermelha, verde, cinzenta, azul, amarela, entre outras. E nesta paleta de cores poderão estar associadas as nossas emoções, o nosso temperamento.


   Às vezes, irritados, silenciamos a vermelho. Às vezes, aborrecidos, encontramos o cinzento. Às vezes, sem sabermos porquê, o azul está lá. Às vezes, mais frágeis e debilitados, aparece o amarelo.


   Por vezes,ficamos fechados nas nossas cores e elas não se espalham. Outras vezes, salpicamos e colorimos tudo à nossa volta.


   Ou a preto e branco ou cheios de cor. O todo que somos…porque “Não somos uma única cor”.





 Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
Consultório: Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87, Lisboa
 
Contatos: 916088364 / 962657422


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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Os Patinhos




Enquanto doentes crónicos temos de enfrentar os nossos problemas tendo como fator central o de viver com a doença.

Há momentos em que nos fixamos nos sintomas e esquecemos o resto…

A vida impõe-nos muitas coisas que temos de aceitar mas nem tudo é imposto pela vida ou pelos outros. Por vezes, a imposição vem de dentro. Somos nós que impomos a nós próprios.

O livro “Moby Duck” do americano Donovan Hohn é muito curioso. Apresenta a história dos patinhos de borracha que percorreram mais léguas que Cristóvão Colombo. A odisseia dos patinhos começou em 1992 durante o seu transporte da China para os Estados Unidos.

Era uma viagem normal de transporte de brinquedos de borracha, 29 mil patos amarelos, tartarugas azuis, sapos verdes e castores vermelhos mas, uma tempestade surpreendeu o navio e doze contentores caíram ao mar, um deles abriu-se deixando-os à deriva no oceano Pacífico.

O que torna esta história interessante para a ciência é o local onde os patinhos caíram. Entre a Costa da América e a Ásia, as correntes marítimas fazem um ciclo completo – o Giro Subártico. Este Giro já era conhecido, mas não se sabia quanto tempo seria preciso para completá-lo. Hoje, “graças” aos patinhos, sabe-se que são três anos.

Os patinhos de borracha ficaram três anos no Giro Subártico!

Percorreram 80.000 quilómetros em alto mar e continuam a dar à costa em diferentes pontos do globo.

Até para os patinhos não há fronteiras. Não há discriminação. Espalham alegria pelo mundo. Simbolizam o que é resistir e o que é procurar o caminho e encontrá-lo.

Esta é uma viagem longa. Os mares são grandiosos e dão muitas voltas. Temos de saber navegar nas suas diferentes correntes.

A Medicina evolui constantemente. Vivemos com pensamentos positivos, com esperança e aproveitamos as oportunidades de VIVER.

Devemos “aceitar e não fixar” na doença, porque há infelicidades…que começam e terminam em nós.





 Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
Consultório: Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87, Lisboa
 
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O Guerreiro Solitário



   Ter uma doença que tende a prolongar-se por toda a vida, não será tempo demais? Como sabemos que é para toda a vida, se ainda não vivemos toda a vida com ela?

  Ter algo dentro de nós que nos consome um pouco todos os dias. E se de manhã acordarmos e não nos agradar a ideia de ter esta doença?

   Existem momentos de complexidade elevada, nomeadamente, quando se coloca em causa a nossa vida e a qualidade da mesma.

   Quase sempre, perante o diagnóstico, entramos em negação. E esta (negação) é uma arma muito poderosa. Pode proteger-nos das piores verdades.

  Mas adianta estar em negação? Negar aquilo que somos?

 Santo Agostinho dizia que não há doente mais incurável do que aquele que não reconhece a sua doença. 

 Perante o diagnóstico, procuramos ajuda e devemos interiorizar que os nossos problemas são tratáveis.  

 Com coragem reagimos ao que o destino nos reserva. Saber integrar internamente. A aceitação da doença é um grande passo. Uma passada de gigante, quer para o próprio quer para os familiares que, por vezes, se sentem tão desorientados e desconcertados que não sabem a melhor forma de intervir. Se o doente se tranquiliza e se apazigua esse efeito projeta-se na família.
 
 É útil e imprescindível a ajuda mas, a aceitação é algo que vem de dentro para fora de nós.

  Saibamos aceitar com tranquilidade, sem sentimentos de culpa e com perspetiva de vida positiva. Não é o fim, é o começo. O início e a continuidade da vida, com diferentes comportamentos e outras atividades diárias.
 
 A aceitação é feita com o Coração. Aquele órgão que aceita os amigos e que os trata com respeito. E é uma escolha nossa, só nossa, porque o Coração…é um guerreiro Solitário. 




                

 Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
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