quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Tempo



Mais um novo ano se aproxima. A vida é tempo.

Envelhecer é ter a oportunidade de viver mais tempo.

Na vida há um tempo para tudo. Geralmente nesta altura, para muitos, é tempo de pensar no ano que passou e planear o ano vindouro.

Se queremos ser felizes devemos colocar tudo em objectivos, etapas e não numa pessoa ou bens materiais.

Ter esperança e pensamentos positivos porque a vida é uma Tômbola.

 E nunca sabemos o que a maré nos pode trazer…

Maria Aires

PS: Sofia Moreira, obrigada por caminharmos juntas nesta jornada e por enriqueceres tudo à tua volta.
Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
Consultório: Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87, Lisboa
 
Contatos: 916088364 / 962657422




sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Sejamos Natal!



Sejamos Natal!

Já tiveste a sensação de que uma coisa existe realmente, mesmo que não a consigas ver?

Acredita na riqueza que És!

Todas as respostas que procuramos acabarão por nos chegar, um dia.

O que nos faz seguir em frente mais do que os batimentos do coração, o respirar, a circulação do sangue é a Esperança!

E se uma coisa não aconteceu até agora, não quer dizer que não aconteça.

Olha para a árvore e enche o coração…A felicidade está aqui!

Não procures para lá das árvores da floresta…

Feliz Natal

Maria Aires

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Já é hoje?

Já é hoje?

Sim. É hoje que tenho ouvido, palavra, abraço e colo para te dar.

Sim. É hoje que me entrego à tua vida partilhando a minha também.

Sim. É hoje que me congratulo por contribuir para a tua mudança, atitude, pensamento e emoção.

Sim. É hoje que te digo...tu escreves a tua história.

Sim. É hoje que te relembro que és o teu melhor presente.

Sim. É hoje e SEMPRE que é NATAL...desembrulha-te.

A quem confia no meu trabalho o meu agradecimento. A todos aqueles que me lêem no blog https://compartirdoencascronicas.blogspot.pt/ e aos que acompanho nas consultas...OBRIGADA. 
Vocês são o meu NATAL.

À Maria Aires minha cúmplice e amiga de jornada...gratidão por iluminarmos caminhos e o nosso também.

Com carinho,

Sofia Moreira


Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
Consultório: Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87, Lisboa

Contatos: 916088364 / 962657422

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A Flor



Na doença crónica, além da dor, ansiedade, depressão, podem surgir também dificuldades psicossociais. 

A nível psicológico temos de nos adaptar e ajustar à doença. A nível social, temos de reajustar as atividades, os tempos livres e também os relacionamentos pessoais.

Quando se adoece deparamo-nos com duas batalhas de desconhecimento. O nosso e o dos outros. O nosso, vamos mitigando através da adaptação. Vamos interiorizando com aquilo que aprendemos com a experiência pessoal e dos profissionais de saúde. O desconhecimento dos outros não é controlável por nós, não têm o nosso problema e não sentem o que nós sentimos.

Por vezes, a nível social, temos dificuldade em fazer o que os outros fazem. Tendemos a projetar as nossas expectativas no outro. Deste modo, idealizamos e antecipamos uma reação para cada situação. Quando, por qualquer motivo, as situações não acontecem conforme as idealizamos, sentimo-nos frustrados. Temos dificuldade em entender a unicidade e imprevisibilidade de cada um. Porque somos seres distintos uns dos outros. 

Neste desengano corremos o risco de julgar e ser julgados.  

Na história, “O Principezinho” de Saint Exupéry, o príncipe procurava cativar amizades. O critério de ser-se único no mundo, significava que nenhum "laço" era igual ao outro. Para fazer amigos teria de conhecer muitas coisas.  Ser paciente e a cada dia sentir-se mais perto, mais feliz, preparar o coração, encetar rituais. O principezinho visitou vários planetas. Num deles, ao atravessar o deserto, encontrou apenas uma flor. Ao perguntar-lhe onde estavam os homens, a formosa respondeu que só existiam seis ou sete. Avistara-os há uns anos, mas era-lhe difícil saber onde se encontravam, pois não tinham raízes e o vento empurrava-os de um lado para o outro. Esta foi a resposta da flor, pois tinha avistado o passar de uma caravana. Foi aquilo que presenciou. O conhecimento de quem está fixado num sítio e só vê o que os olhos alcançam. A sua realidade.

Na maioria das vezes, os outros desconhecem a nossa condição de doente. Cada um vive consoante aquilo que apreende e sente. 

Por vezes, as pessoas não prestam atenção a novas verdades. Porque andam distraídas. Porque estão muito focadas nas suas vidas. Porque têm medo.

Para conhecermos o outro, temos de ir às nossas fronteiras. Sair da nossa zona de conforto.
João dos Santos (1913-1987), psiquiatra e criador da moderna saúde mental infantil em Portugal, considerava que “ninguém ensina nada a ninguém, as pessoas é que aprendem”. E o problema, é que as pessoas só aprendem o que estão preparadas para aprender.

A inteligência ou a afetividade, qual delas tem mais peso? Há pessoas mais racionais e outras mais afetivas. Mas a afetividade é o motor da inteligência. Até Piaget (1896-1980), epistemólogo suíço, um dos maiores estudiosos das origens da cognição o admitiu. 

E, às vezes, as emoções são como a “sujidade nas lentes”. Estamos próximos afetivamente e isso poderá impedir-nos de racionalmente “vermos” a realidade dos outros.

Somos responsáveis pelo tempo de afeto, de dedicação, de compaixão, mas também de racionalização e compreensão.

No decurso da vida, podemos aprender por experiência pessoal ou através do exemplo das pessoas com quem nos “cruzamos”. Então, devemos “agarrar” tudo o que os outros nos transmitem e com isso podemos crescer e amadurecer intelectual e emocionalmente.

Tudo pode fazer sentido - depende da forma como vês.


Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
Consultório: Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87, Lisboa
 
Contatos: 916088364 / 962657422


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O Pirata




Nas fases em que nos sentimos pior ou descompensamos ficamos em sofrimento.

Quando estamos internados, pode ser ainda mais difícil. Deitados numa cama de Hospital, vestidos com uma bata ou com um pijama que nos fica grande, correndo o risco de deixar cair as calças quando vamos à casa de banho! Seria cómico se não fosse dramático. 

Há uma palavra que agrega honestidade, correção, justiça, direitos humanos, ética, cidadania, a palavra DIGNIDADE. A dignidade da pessoa humana é um valor moral característico à própria pessoa. Estar assim doente, é indigno. A doença é indigna.


Gosto de viajar, conhecer cidades, as suas histórias, a sua mística. Quando estive em Hamburgo, fiquei curioso e explorei a história de um Pirata, Klaus Störtebecker que vivia na zona do Elba.

Em 1390, a Liga Hanseática tinha o domínio mercantil sobre o Atlântico Norte e o Mar Báltico. Aos artesãos e agricultores eram exigidos impostos e os capitães hanseáticos castigavam quem não cumpria. Klaus Störtebecker reuniu um grupo de homens com o intuito de cessar com esta imposição. Assaltavam os barcos carregados de bens e distribuíam os produtos pelas populações ribeirinhas do Elba e pelas Costas do Báltico. Estes Piratas constituíam uma adversidade para a Liga Hanseática e eram conhecidos como os Irmãos Vitais. Os pobres viam a sua chegada como uma bênção.


Em consequência, a Liga fixou um preço à cabeça de Klaus Störtebecker. Oficiais alemães, suecos e dinamarqueses impulsionaram-se na sua captura mas este conhecia todos os segredos do Elba e conseguiu resistir até ao ano de 1400.


Nesse ano, num amanhecer primaveril, foi anunciada a sentença. Morte por decapitação para o Pirata e uma centena de companheiros. Esta seria na Ponte do Diabo onde estava toda a população da cidade a presenciar. A primeira vítima seria um marinheiro raso pois fazia parte do castigo de Störtebecker assistir à morte dos seus colegas. Então, este clamou para ser o primeiro, de pé. Pediu que por quantos passos desse, depois de decapitado, quantos marinheiros seriam salvos. A proposta foi aceite…e a cabeça do Pirata caiu sobre as pranchas da ponte. Perante todos o decapitado deu doze passos antes de cair. 


Esta é a história de um indivíduo que, seiscentos anos depois, ainda vive na memória de todos em Hamburgo. Um homem impetuoso, de barba vermelha - O Pirata do Elba.


Luís Sepúlveda, escritor Chileno, conta esta história, entre outras, no seu livro “As Rosas de Atacama”. Para ele, é a prova da importância da coragem e da dignidade durante o percurso breve e frágil da vida.


É imperativo dar mais importância às atividades significativas para nós. Melhorar o sentimento de valorização pessoal. Reformar e aperfeiçoar o significado das nossas vidas.


É importante ter coragem. E ser corajoso é suportar as derrotas sem perder o ânimo.


Devemos voltar à vida do dia a dia, após os períodos de crise. Não podemos isolar-nos da realidade. Acontecimentos bons e maus ocorrem a todas as pessoas. São individuais, quotidianos e universais.

Acontecem-nos situações “más” mesmo que não queiramos nada que aconteçam. Mas em todos os momentos podemos sempre ser dignos.

Por vezes, vivemos certas situações… para podermos vencer todos os obstáculos!
  
Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
Consultório: Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87, Lisboa
 
Contatos: 916088364 / 962657422