quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Tristeza



    Ter uma doença crónica provoca alterações do nosso estado de espírito e humor (tristeza, melancolia, angústia).  
 
   O impacto perante a tomada de consciência da doença entristece-nos.


    Podemos usar a imaginação ou a fantasia para nos protegermos mas nem mesmo “estas” conseguem proteger-nos da verdade. 


   Por vezes, perante a verdade, deprimimos. “Olhamos para a fruteira e só vemos a peça podre. Não conseguimos ver a restante fruta em boas condições e pensamos que é uma má fruteira”.


   Um sentimento que nos desassossega. Parece que se instala em nós uma certa desvitalização. A motivação aparenta ter fugido de nós. O prazer das e com as coisas quotidianas esbarra no tédio e na apatia.


   Algo amargo que na penumbra se encosta. Que nos compromete o corpo e a alma, vinda de fora para dentro ou de dentro para fora. Uma dor angustiante que tememos.

   Instala-se, algures, um certo desânimo. A tristeza que nos dilacera. Sentimo-nos mais frágeis e desgostosos. É como se ficássemos à deriva sem saber por quanto tempo vamos assim andar. 

   Nas diferentes correntes e marés, vamos mantendo-nos à superfície. Há muitos mergulhos nas profundezas mas o importante é vir ao de cima e voltar a ver o céu. 

   Por isso...como em tudo na vida, procuremos soluções e tentemos transpor obstáculos. Levantemos o rosto e o nosso olhar cruza o céu e absorve a luz. 

   Porque se deixarmos a tristeza muito tempo cá dentro, quando sair, mais levará de nós.

  
                                          Fotografia: Ilha da Berlenga |Peniche
 Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
Consultório: Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87, Lisboa
 
Contatos: 916088364 / 962657422


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1 comentário:

  1. Olá. OBRIGADA pelo seu testemunho. A tristeza faz parte da vida quer tenhamos ou não uma doença. Se a sentirmos não devemos renegar e nunca deixar de ver o copo meio cheio. Outros textos se seguirão no blog. Contamos com a sua atenção, leitura e comentários se assim desejar. Muito OBRIGADA, com os melhores cumprimentos, Sofia Moreira e Maria Aires

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