O "crepúsculo matutino"
resulta da iluminação da atmosfera pelo Sol, que apesar de escondido, já está
próximo do horizonte, o "crepúsculo vespertino" acontece ao
anoitecer, quando o sol se esconde no horizonte mas a sua luz permanece
visível.
A luz influencia os ciclos de vigília, o
sono, mas também o humor. Baixa luminosidade provoca uma quebra na produção de
serotonina (químico natural do cérebro que afeta o humor). Quanto
menos serotonina, maior a tendência para a tristeza e a depressão, enquanto que
níveis acrescidos deste neurotransmissor aumentam o estado de
satisfação. Serotonina, a hormona da felicidade!
Ao entardecer a luz do
dia desvanece-se. Perante o “crepúsculo vespertino”, entre o azul do dia e o
escuro da noite, sinto-me vulnerável e fico mais próximo dos meus pensamentos.
Procuro distrair-me, acender uma vela aromatizada e ouvir uma música relaxante.
Então reflicto que as minhas noites têm-me
incomodado. Não as noites em si, mas os pesadelos que tenho tido. Será um
alerta?
Quando me deito, adormeço com dificuldade,
depois de mil voltas na cama. De forma recorrente, o meu inconsciente leva-me
para uma floresta, com árvores frondosas e fortes. Um local escuro e temerário,
onde caminho. Paro, repetidamente, no mesmo local, onde numa casa entro. Nessa
casa, há uma presença que sinto como um monstro, uma espécie de criatura
lendária, assustadora.
Procuro aproximar-me para ver melhor e reparo
que o monstro está imóvel. Não há qualquer inquietude com a minha presença. Ao
aproximar-me mais, vejo que não é uma figura para-humana. Tem uma forma
anatómica, extensa e com circunvalações. Com vitalidade, aparentemente,
abalada. Vejo que sofre. Assemelha-se à forma de um cérebro.
Questiono-me. Qual será o significado deste
sonho? O que esta mensagem poderá significar para mim? Tenho-me ocupado com
pensamentos negativos, sentido tristeza e alterações intestinais. Que relação poderei estabelecer? O
que quero dizer a mim mesmo?
Tenho lido bastante sobre este assunto. Agora,
recordo que há uma teoria que afirma que cerca de 90% da substância responsável
pelo nosso bem-estar é produzida nos intestinos. Há especialistas que
denominam o intestino como o segundo cérebro.
Voltei a reflectir, o sonho conduzia-me a
este problema: A minha constante tristeza. Eu não quero “dois cérebros”
doentes.
Passado algum
tempo, o sonho regressa. Percorro a floresta que já não me assusta. Paro à porta
da casa, mas não entro. Se não deixas a
escuridão ela também não te deixa, por isso, vou experienciar outros
caminhos.
Quando olhamos muito para dentro de um
monstro, arriscamo-nos que ele também olhe para dentro de nós…
Por: Maria Aires e Sofia Moreira
Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
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