Por vezes vejo-me numa moldura a preto e branco. A doença toma conta dos meus pensamentos. Frágil, impaciente e menos alegre.
A culpa é um sentimento que não me
larga. Olho-me ao espelho e sinto-me menos interessante e confiante. A
vitalidade desvaneceu-se, falta-me vontade e energia.
Há dias em que recuo, porque sou invadido por dores que me incapacitam. Há dias em que avanço
porque as consegui aligeirar. Por vezes para estar em casa, no trabalho, com
amigos e família faço um esforço sobre humano para me manter com um sorriso.
Este meu estado, não é um cartão-de-visita.
Por isso, tento proteger-me das perguntas alheias, principalmente por parte de
quem desconhece a doença.
Há rigor na toma da medicação e
abençoo-a por existir. Levar a bolsa dos remédios para todo o lado imprime em
mim rotinas que não posso esquecer.
A minha qualidade de vida sofreu um revés. Foi fortemente abalada.
Quando "ela" aparece não pede licença para entrar. Não vem com falinhas mansas ou pezinhos de lã. Vem com toda a sua imponência, como se fosse um tsunami que tudo leva à frente. Um aglomerado de sensações, alterações físicas, psicológicas e penosas que precisamos cuidar.
Porque eu sou muito mais do que a minha doença.
Por: Maria Aires e Sofia Moreira
Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
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