segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A Poção

O Halloween aproxima-se e é preciso fazer justiça às bruxas do bem. 

No imaginário infantil as bruxas são seres maléficos, vestem de preto, usam chapéu pontiagudo, deslocam-se em vassouras voadoras e preparam poções que transformam belos príncipes em sapos verdes para a eternidade, à falta do beijo perfeito. Há, no entanto, autores que utilizam o termo, para designar as mulheres sábias detentoras de conhecimentos sobre a natureza e, possivelmente, magia. 

Imaginários à parte, há de facto mulheres assim, vou-lhe chamar carinhosamente: bruxas do bem. 

Mulheres que pela postura que carregam, pelo poder que têm e que transmitem por palavras, pelo conhecimento que possuem e pela forma como o partilham, são capazes de fazer poções para a alma dos outros. 

É isto que sinto ao ler o Compartir. Cada texto é uma poção. Uma poção para o espírito de quem lê. Pegam nos melhores ingredientes: força, aceitação, tranquilidade, consciência, conhecimento e auto-estima e dão-nos a beber em cada palavra um poderoso shot de realidade. Um shot de realidade que nos responsabiliza pela nossa felicidade, pelo nosso bem-estar, que nos devolve a chave da porta que se abre para o lugar onde sabemos que merecemos estar. Ainda que a vida teime em distrair-nos, esse lugar pertence-nos e que reconfortante é saber que ainda há quem não nos deixe baixar a guarda ou esquecer.

Nota mental: 

Texto escrito por Tânia Patrícia - Consultora de Estratégia Digital e Redes Sociais - a quem queremos agradecer a generosidade de ter partilhado este texto que muito nos honra.



 Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
Consultório: Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87, Lisboa
 
Contatos: 916088364 / 962657422

terça-feira, 24 de outubro de 2017

O Compromisso



Quando se tem uma doença crónica, existem períodos relativamente estáveis e fases em que o doente se sente pior. Nestas fases, as tarefas, diárias e simples, por vezes parecem enormes obstáculos, quer física quer psicologicamente.

O banho, atividade diária que evita o surgimento de determinados desconfortos. Desobstrui os poros, permite que a pele respire de forma adequada e ainda proporciona um aroma agradável ao corpo o que facilita o convívio social.

As aves adoram tomar banho. Os canários, por exemplo, na maior parte dos casos, só não tomam banho (tendo à sua frente uma banheira cheia de água), quando estão doentes!

Fazer a cama, tarefa simples e quotidiana mas, por vezes, difícil…
Nas fases em que o doente se sente pior poderá não ter “força” para fazer a sua cama. Então esta poderá ser utilizada não apenas para dormir mas também para “estar lá”.   E mesmo não estando lá deitado, só o facto de não estar feita poderá ser um obstáculo ao “arrancar” do dia.

Há coisas, aparentemente simples ou não, que nos fazem dar a volta. Que nos agarram à vida e ao prazer de viver, mesmo que pareçam tarefas insípidas e nada relevantes. Engano. São importantes. São uma espécie de viragem, como uma missão que conseguimos cumprir. Venha a próxima.

O banho faz-nos "acordar". O contacto com a água despe-nos da "sombra" e reforça o sentimento de revitalização.

Fazer a cama, é conforto, é alma que desperta. É ter esperança, ao final do dia, de nos deitarmos nuns lençóis suaves e cheirosos, como o nosso desejo que a vida seja transparente, sem muitos tormentos e aromatizada.

Vinculamos rituais que nos devolvem o bem-estar e que são facilitadores das tarefas do dia-a-dia. Pode parecer inócuo, mas é garantido que nos renova e nos aplica uma dose de vitalidade.
Um pingo de água que escorre pelo cabelo. Refresca, acalma, revigora.

Olhar para a nossa cama feita, olhar para mais um dia que aí vem.

Estou a pé e estou pronto, para a minha luta diária…porque eu hoje tomei banho e fiz a minha cama.


 Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Espelho Meu

  
 
   Por vezes enquanto doentes crónicos podemos apresentar autoestima abalada nomeadamente nas fases em que nos sentimos pior.

   Há cerca de 30 anos, investigadores começaram a estudar a autoestima, considerando-a associada à felicidade. Segundo eles, quem tem respeito e amor próprio verá os outros da mesma forma.

   O amor próprio é o amor que temos por nós. Faz-nos atuar positivamente. Evita pensarmos no passado. Faz-nos tirar partido de todos os acontecimentos. Usar as experiências para evoluir. Incute-nos confiança e segurança para recomeçar.

    Na história da branca de neve e os sete anões, a Rainha má tinha um espelho mágico a quem todos os dias perguntava quem era a mulher mais bela do reino. O espelho respondia que era sua Majestade. Um dia, ao fazer a habitual pergunta, o espelho respondeu-lhe que era bela mas que a branca de neve era ainda mais bela.

   Nefertiti (c. 1370 a. C. - c. 1330 a. C.), a Rainha misteriosa da XVIII Dinastia do Antigo Egito. O seu nome egípcio traduz-se como “a mais bela chegou". Famosa pela sua beleza, era também inteligente e perspicaz em questões políticas. Foi influente e chegou a governar o Egito por dois anos, após a morte do seu marido mas, entretanto, desapareceu misteriosamente.
 
   Em Dezembro de 1912, foi encontrado na capital alemã o famoso busto desta Rainha também chamado de o "busto de Berlim". Mede 50 cm de altura, sendo uma obra inacabada pois o olho esquerdo não tem córnea. Estudos indicam que nunca foi colocada no sentido de não causar inveja às deusas.

   Nefertiti foi importante na história mundial, sendo uma mulher enigmática e um ícone da sua época. Rainha egípcia que, apesar de bela, terá sido também combativa. A Rainha má da história da Branca de Neve utilizava um espelho como alvo da comprovação da sua beleza e queria ser a mais bela de todas.

    O conceito de autoestima poderá relacionar-se de um modo imediato com a parte visível de nós. A nossa face, o nosso corpo. Mas a auto estima vai para além da estética visível. Somos belos se nos sentirmos belos. Seremos autoestimados, se nos autoestimarmos.

   Nathaniel Branden, Psicoterapeuta e Escritor Americano, tornou-se conhecido pelo seu trabalho na Psicologia da auto estima, que define como a capacidade de lidar com os problemas da vida.

   Ele compara-a ao sistema imunológico. Pessoas com imunidade forte, podem desenvolver doenças, mas têm mais condições de as combater e recuperar mais rapidamente. Pessoas com autoestima elevada, também podem sofrer e entristecer mas têm mais capacidade para ultrapassar as frustrações e os desafios emocionais.

   Para fortalecer a auto estima, segundo Branden, devemos viver conscientemente, aceitarmo-nos, ter responsabilidade, ser assertivos e mantermos a integridade.

   A opinião e sentimento que cada um de nós tem por si próprio... Não se trata de sermos vulgares "narcisos" à beira do lago, mas de um olhar profundo para o potencial que se arruma dentro de nós, connosco e para o mundo.

   É urgente que acreditemos mais. Por isso, é tão importante, que se cultive, que se pratique. Só assim podemos transmitir credibilidade.

   Muitas vezes, devido às nossas vulnerabilidades, às nossas crises, não conseguimos defender os nossos interesses.

   Não devemos usar a doença como pretexto para não termos auto estima nobre. Não podemos colocar a culpa em algo que nos aconteceu. Devemos assumir responsabilidades.

   Temos de escutar a intuição e respeitar as nossas sensações…Espelho meu, espelho meu, há alguém com mais força interior do que eu?



 Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A Bênção




É importante aceitarmos a doença sem sentimentos de culpa. 

Elevar a nossa cosmovisão e procurar sempre uma resposta positiva. Se encontrarmos uma janela com uma única fresta, saibamos valorizar o campo de luz que ilumina ao invés de nos determos na penumbra sombria.  

Ao longo da vida as “coisas” podem vir até nós como uma bênção ou uma maldição. 

Perante a adversidade temos dois caminhos. Permanecemos no lamento e damos força ao desalento e à mágoa ou podemos reagir positivamente, procurando minimizar a dor, como quem procura um "bálsamo".

A perspetiva perante a vida pode ser dolorosa mas também pode ser vitoriosa. Depende como conseguimos elaborar as perdas e ganhos, as dores e alegrias.

É importante saber “dar a volta”. Ter atitude e perspetiva de vida positiva. Não ter sentimentos de culpa. 

Sou responsável pela minha saúde, mas não sou culpado.

Por vezes, as situações menos boas que nos acontecem podem enfraquecer-nos ou fazer de nós a pessoa que realmente somos!






 Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
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Contatos: 916088364 / 962657422