sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A Tempestade Perfeita



   Falemos de Alexitimia, palavra que provém do grego. “A” (ausência), “lexis” (palavra) e “timia” (emoção), ou seja, a ausência de palavras para verbalizar emoções, exprimir sentimentos e também sensações corporais.


   Na Alexitimia, muitas vezes, as sensações físicas estão relacionadas com os sentimentos. Os alexitímicos quando sofrem um trauma emocional irão relatar dor de cabeça ou cansaço mas não falarão de forma clara o que estão a sentir. Por vezes, os doentes crónicos são alexitímicos. Não conseguem exprimir por palavras o que sentem.


   É difícil elaborar mentalmente os afetos, identificá-los e dar-lhes uma expressão adequada. Se a mente não processa, o corpo reage e pode adoecer. 


   Os fenómenos meteorológicos são bastante interessantes, por exemplo, as tempestades levam dias a formarem-se. Uma tempestade ártica que se dirige para sul, pode colidir com um furacão tropical que segue para norte. Quando ocorrem estas colisões, a destruição é enorme e surge uma tempestade devastadora.


   Em Junho de 1991 começou no Atlântico a temporada de furacões - fenómeno de formação de ciclones tropicais - que terminou em novembro do mesmo ano. Em finais de Outubro, três violentos sistemas frontais, um dos quais o furacão Grace, colidem e formam a maior tempestade alguma vez registada e vivida pelos homens. Ondas do tamanho de prédios de dez andares e ventos de quase 300 km/h, atingindo uma magnitude 12 na escala Force. Chamada, a “Tempestade Perfeita”.


   Andrea Gail, embarcação de pesca comercial Norte Americana, perdeu-se no mar, juntamente com os seus seis tripulantes. Narrativa trágica e triste que inspirou Sebastian Jungle no livro The Perfect Storm e Wolfgang Peterson no filme com o mesmo nome. A história chega-nos como uma vaga de emoção. O último pensamento de um dos pescadores é para a mulher que ama: “Não é um adeus, é apenas amor”.


   Quando as intempéries surgem, temos de as enfrentar, ser fortes e determinados. Navegar em mares calmos, não faz de nós bons marinheiros.


   Silenciar o que nos preocupa, aprisiona-nos e isola-nos. É importante falar sobre nós, do que sentimos e como vivemos. E quando não conseguimos fazê-lo sozinhos devemos procurar ajuda, familiar, médica, psicológica. 


  Falar, praticar a exteriorização emocional e afetiva, porque às vezes os sentimentos… tornam-se Tempestades!


                     Fotografia: Ilha da Berlenga|Peniche


 Por: Maria Aires e Sofia Moreira

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