Falemos de
Alexitimia, palavra que provém do grego. “A” (ausência), “lexis” (palavra) e
“timia” (emoção), ou seja, a ausência de palavras para verbalizar emoções,
exprimir sentimentos e também sensações corporais.
Na Alexitimia,
muitas vezes, as sensações físicas estão relacionadas com os sentimentos. Os alexitímicos
quando sofrem um trauma emocional irão relatar dor de cabeça ou cansaço mas não
falarão de forma clara o que estão a sentir. Por vezes, os doentes crónicos são
alexitímicos. Não conseguem exprimir por palavras o que sentem.
É difícil elaborar
mentalmente os afetos, identificá-los e dar-lhes uma expressão adequada. Se a
mente não processa, o corpo reage e pode adoecer.
Os fenómenos
meteorológicos são bastante interessantes, por exemplo, as tempestades levam dias
a formarem-se. Uma tempestade ártica que se dirige para sul, pode colidir com
um furacão tropical que segue para norte. Quando ocorrem estas colisões, a
destruição é enorme e surge uma tempestade devastadora.
Em Junho de 1991
começou no Atlântico a temporada de furacões - fenómeno de formação de ciclones
tropicais - que terminou em novembro do mesmo ano. Em finais de Outubro, três
violentos sistemas frontais, um dos quais o furacão Grace, colidem e formam a maior
tempestade alguma vez registada e vivida pelos homens. Ondas do tamanho de
prédios de dez andares e ventos de quase 300 km/h, atingindo uma magnitude 12
na escala Force. Chamada, a “Tempestade Perfeita”.
Andrea Gail,
embarcação de pesca comercial Norte Americana, perdeu-se no mar, juntamente com
os seus seis tripulantes. Narrativa trágica e triste que inspirou Sebastian Jungle
no livro The Perfect Storm e Wolfgang Peterson no filme com o mesmo nome. A
história chega-nos como uma vaga de emoção. O último pensamento de um dos
pescadores é para a mulher que ama: “Não é um adeus, é apenas amor”.
Quando as
intempéries surgem, temos de as enfrentar, ser fortes e determinados. Navegar
em mares calmos, não faz de nós bons marinheiros.
Silenciar o que nos
preocupa, aprisiona-nos e isola-nos. É importante falar sobre nós, do que
sentimos e como vivemos. E quando não conseguimos fazê-lo sozinhos devemos procurar
ajuda, familiar, médica, psicológica.
Falar, praticar a
exteriorização emocional e afetiva, porque às vezes os sentimentos… tornam-se Tempestades!
Fotografia: Ilha da Berlenga|Peniche
Por: Maria Aires e Sofia Moreira
Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
Contatos: 916088364 / 962657422
Fotografia: Ilha da Berlenga|Peniche
Por: Maria Aires e Sofia Moreira
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Consultório:
Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87,
Lisboa
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