Quando se tem uma doença crónica,
existem períodos relativamente estáveis e fases em que o doente se sente pior.
Nestas fases, as tarefas, diárias e simples, por vezes parecem enormes
obstáculos, quer física quer psicologicamente.
O banho, atividade diária que evita
o surgimento de determinados desconfortos. Desobstrui os poros, permite que a
pele respire de forma adequada e ainda proporciona um aroma agradável ao corpo
o que facilita o convívio social.
As aves adoram tomar banho. Os
canários, por exemplo, na maior parte dos casos, só não tomam banho (tendo à
sua frente uma banheira cheia de água), quando estão doentes!
Fazer a cama, tarefa simples e
quotidiana mas, por vezes, difícil…
Nas fases em que o doente se sente
pior poderá não ter “força” para fazer a sua cama. Então esta poderá ser
utilizada não apenas para dormir mas também para “estar lá”. E mesmo não estando lá deitado, só o facto
de não estar feita poderá ser um obstáculo ao “arrancar” do dia.
Há coisas, aparentemente simples ou
não, que nos fazem dar a volta. Que nos agarram à vida e ao prazer de viver,
mesmo que pareçam tarefas insípidas e nada relevantes. Engano. São importantes.
São uma espécie de viragem, como uma missão que conseguimos cumprir. Venha a
próxima.
O banho faz-nos
"acordar". O contacto com a água despe-nos da "sombra" e
reforça o sentimento de revitalização.
Fazer a cama, é conforto, é alma que desperta.
É ter esperança, ao final do dia, de nos deitarmos nuns lençóis suaves e
cheirosos, como o nosso desejo que a vida seja transparente, sem muitos
tormentos e aromatizada.
Vinculamos rituais que nos devolvem
o bem-estar e que são facilitadores das tarefas do dia-a-dia. Pode parecer inócuo,
mas é garantido que nos renova e nos aplica uma dose de vitalidade.
Um pingo de água que escorre pelo
cabelo. Refresca, acalma, revigora.
Olhar para a nossa cama feita,
olhar para mais um dia que aí vem.
Estou a pé e estou pronto, para a minha luta diária…porque eu hoje tomei banho e fiz a minha cama.
Por: Maria Aires e Sofia Moreira
Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
Contatos: 916088364 / 962657422
Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
Consultório:
Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87,
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