Por vezes enquanto doentes crónicos podemos apresentar autoestima
abalada nomeadamente nas fases em que nos sentimos pior.
Há cerca de 30 anos,
investigadores começaram a estudar a autoestima, considerando-a associada à
felicidade. Segundo eles, quem tem respeito e amor próprio verá os outros da
mesma forma.
O amor próprio é o
amor que temos por nós. Faz-nos atuar positivamente. Evita pensarmos no
passado. Faz-nos tirar partido de todos os acontecimentos. Usar as experiências
para evoluir. Incute-nos confiança e segurança para recomeçar.
Na história da
branca de neve e os sete anões, a Rainha má tinha um espelho mágico a quem
todos os dias perguntava quem era a mulher mais bela do reino. O espelho
respondia que era sua Majestade. Um dia, ao fazer a habitual pergunta, o
espelho respondeu-lhe que era bela mas que a branca de neve era ainda mais
bela.
Nefertiti (c.
1370 a. C. - c. 1330 a. C.), a Rainha misteriosa da XVIII Dinastia do Antigo
Egito. O seu nome egípcio traduz-se como “a mais bela chegou". Famosa pela
sua beleza, era também inteligente e perspicaz em questões políticas. Foi
influente e chegou a governar o Egito por dois anos, após a morte do seu marido
mas, entretanto, desapareceu misteriosamente.
Em Dezembro de 1912,
foi encontrado na capital alemã o famoso busto desta Rainha também
chamado de o "busto de Berlim". Mede 50 cm de altura, sendo uma
obra inacabada pois o olho esquerdo não tem córnea. Estudos indicam que nunca
foi colocada no sentido de não causar inveja às deusas.
Nefertiti foi
importante na história mundial, sendo uma mulher enigmática e um ícone da sua
época. Rainha egípcia que, apesar de bela, terá sido também combativa. A
Rainha má da história da Branca de Neve utilizava um espelho como alvo da
comprovação da sua beleza e queria ser a mais bela de todas.
O conceito de autoestima
poderá relacionar-se de um modo imediato com a parte visível de nós. A nossa
face, o nosso corpo. Mas a auto estima vai para além da estética visível. Somos
belos se nos sentirmos belos. Seremos autoestimados, se nos autoestimarmos.
Nathaniel Branden,
Psicoterapeuta e Escritor Americano, tornou-se conhecido pelo seu trabalho na
Psicologia da auto estima, que define como a capacidade de lidar com os
problemas da vida.
Ele compara-a ao
sistema imunológico. Pessoas com imunidade forte, podem desenvolver doenças,
mas têm mais condições de as combater e recuperar mais rapidamente. Pessoas com
autoestima elevada, também podem sofrer e entristecer mas têm mais capacidade
para ultrapassar as frustrações e os desafios emocionais.
Para fortalecer a auto
estima, segundo Branden, devemos viver conscientemente, aceitarmo-nos, ter
responsabilidade, ser assertivos e mantermos a integridade.
A opinião e
sentimento que cada um de nós tem por si próprio... Não se trata de sermos
vulgares "narcisos" à beira do lago, mas de um olhar profundo
para o potencial que se arruma dentro de nós, connosco e para o mundo.
É urgente que
acreditemos mais. Por isso, é tão importante, que se cultive, que se pratique.
Só assim podemos transmitir credibilidade.
Muitas vezes, devido
às nossas vulnerabilidades, às nossas crises, não conseguimos defender os
nossos interesses.
Não devemos usar a
doença como pretexto para não termos auto estima nobre. Não podemos colocar a
culpa em algo que nos aconteceu. Devemos assumir responsabilidades.
Temos de escutar a intuição
e respeitar as nossas sensações…Espelho meu, espelho meu, há alguém com mais
força interior do que eu?
Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
Consultório:
Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87,
Lisboa
Contatos: 916088364 / 962657422

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