quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O Grito



Para a doença crónica existem medicamentos que têm de ser tomados todos os dias, a horas certas, obrigando a uma disciplina rigorosa. É importante seguir o aconselhamento médico e o tratamento clínico para um bom prognóstico.


Há histórias de Portugal com outros Países que me servem de inspiração. A Independência do Brasil, por exemplo, foi marcada por um episódio muito curioso. Em 1807 Portugal foi invadido pelas tropas de Napoleão. O Rei D. João VI partiu com a família e com a Corte Portuguesa para o Brasil e deixou o País ao governo de uma regência. Após alguns anos no Brasil, D. João VI regressa a Portugal para resolver problemas de revoltas e incumbe D. Pedro, seu filho, como Regente. Entretanto, o Brasil perde privilégios que já havia adquirido, como por exemplo, a categoria de Reino para voltar a ser uma Colónia, situação que não agrada a alguns portugueses lá residentes. No início de 1822, a Corte Portuguesa envia uma carta a D. Pedro, pedindo o seu regresso a Portugal mas este rejeitou. No dia 7 de Setembro do mesmo ano, D. Pedro recebe uma outra carta a qual mencionava que os seus poderes como Regente tinham sido anulados e referia novamente que deveria regressar a Portugal. A Corte preparava uma ação militar contra o Brasil. Nesse dia, D. Pedro estava na zona de São Paulo junto ao Rio Ipiranga. Após ter lido a carta mostrou a sua indignação e força. 


Montado no seu cavalo e de espada na mão, junto às margens do rio Ipiranga gritou: Independência ou Morte!


Este episódio ficou conhecido como a Revolta ou o Grito do Ipiranga e em Dezembro de 1822 D. Pedro foi declarado Primeiro Imperador do Brasil. Marcou a sua independência mas Portugal só a reconheceu três anos mais tarde. 


Tal como D. Pedro gritou, também eu grito! Posso ser dependente em relação à medicação, mas isso proporciona-me independência física no meu quotidiano.


Para termos êxito não devemos perder o controlo sobre os nossos aliados.


Efeitos secundários todos os medicamentos têm. Uns mais do que outros. Mas quando temos que tomar medicação para poder viver, enfrentar o dia, trabalhar, passear, estar com a família e com quem mais gostamos, fazer desporto – TOMAMOS!


Há na vida momentos em que sentimos frio. Alguém aparece para nos aquecer.


Quando nos desalinhamos há que procurar diminuir o mal estar que nos enfraquece. Para isso serve a medicação de rotina e a de SOS. Cumpri-la sempre, criteriosamente.


Passa o tempo, desenrola-se o corpo mais alinhavado, menos contido, mais, muito mais aliviado. Como uma rosa dos ventos afinada. Um pedaço de nós que se concentra e se repara.


Os nossos dias poderão ser constantes Batalhas. A toma da Medicação, ajuda-nos na Vitória, porque a única coisa que queremos…é estar aqui!


Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
Consultório: Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87, Lisboa
 
Contatos: 916088364 / 962657422

2 comentários:

  1. A medicação é mesmo para isso, para nos ajudar, e para termos mais qualidade de vida!

    Gostei!

    Muitos beijinhos
    MUAH*
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