Para a doença crónica existem
medicamentos que têm de ser tomados todos os dias, a horas certas, obrigando a
uma disciplina rigorosa. É importante seguir o aconselhamento médico e o
tratamento clínico para um bom prognóstico.
Há histórias de Portugal com
outros Países que me servem de inspiração. A Independência do Brasil, por
exemplo, foi marcada por um episódio muito curioso. Em 1807 Portugal foi
invadido pelas tropas de Napoleão. O Rei D. João VI partiu com a família e com
a Corte Portuguesa para o Brasil e deixou o País ao governo de uma regência. Após
alguns anos no Brasil, D. João VI regressa a Portugal para resolver problemas
de revoltas e incumbe D. Pedro, seu filho, como Regente. Entretanto, o Brasil
perde privilégios que já havia adquirido, como por exemplo, a categoria de
Reino para voltar a ser uma Colónia, situação que não agrada a alguns
portugueses lá residentes. No início de 1822, a Corte Portuguesa envia uma
carta a D. Pedro, pedindo o seu regresso a Portugal mas este rejeitou. No dia 7
de Setembro do mesmo ano, D. Pedro recebe uma outra carta a qual mencionava que
os seus poderes como Regente tinham sido anulados e referia novamente que
deveria regressar a Portugal. A Corte preparava uma ação militar contra o
Brasil. Nesse dia, D. Pedro estava na zona de São Paulo junto ao Rio Ipiranga.
Após ter lido a carta mostrou a sua indignação e força.
Montado no seu cavalo e de espada
na mão, junto às margens do rio Ipiranga gritou: Independência ou Morte!
Este episódio ficou conhecido
como a Revolta ou o Grito do Ipiranga e em Dezembro de 1822 D. Pedro foi
declarado Primeiro Imperador do Brasil. Marcou a sua independência mas Portugal
só a reconheceu três anos mais tarde.
Tal como D. Pedro gritou, também
eu grito! Posso ser dependente em relação à medicação, mas isso proporciona-me
independência física no meu quotidiano.
Para termos êxito não devemos
perder o controlo sobre os nossos aliados.
Efeitos secundários todos os
medicamentos têm. Uns mais do que outros. Mas quando temos que tomar medicação
para poder viver, enfrentar o dia, trabalhar, passear, estar com a família e
com quem mais gostamos, fazer desporto – TOMAMOS!
Há na vida momentos em que
sentimos frio. Alguém aparece para nos aquecer.
Quando nos desalinhamos há que
procurar diminuir o mal estar que nos enfraquece. Para isso serve a medicação
de rotina e a de SOS. Cumpri-la sempre, criteriosamente.
Passa o tempo, desenrola-se o
corpo mais alinhavado, menos contido, mais, muito mais aliviado. Como uma rosa
dos ventos afinada. Um pedaço de nós que se concentra e se repara.
Os nossos dias poderão ser
constantes Batalhas. A toma da Medicação, ajuda-nos na Vitória, porque a única
coisa que queremos…é estar aqui!
Por: Maria Aires e Sofia Moreira
Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
Consultório:
Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87,
Lisboa
Contatos: 916088364 / 962657422

A medicação é mesmo para isso, para nos ajudar, e para termos mais qualidade de vida!
ResponderEliminarGostei!
Muitos beijinhos
MUAH*
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Obrigada Neuza 😊
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