sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O Triângulo


A dor é um fenómeno inerente a quem tem uma doença crónica. É diária e de grau de intensidade variável. Também pode ter um efeito útil, quando surge como sinal de alarme de lesão iminente. Reflete uma experiência física, sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão real ou potencial.


Há um lugar no Oceano Atlântico que se estende desde a Flórida (sul da costa norte-americana), passa pelas Bahamas, Bermudas até Porto Rico. Esta zona forma um triângulo muito famoso - o Triângulo das Bermudas. Um pedaço do Atlântico onde navios e aviões costumavam desaparecer sem deixar rasto. 


 Em 1840, Rosalie, embarcação francesa que tinha como destino Cuba, foi encontrada à deriva de velas içadas e carga intata. Este navio comercial não desapareceu mas os seus tripulantes nunca foram encontrados. Em 1880, Atalanta, fragata da Marinha Inglesa, saiu das Bermudas. O seu destino era Inglaterra mas desapareceu com 290 pessoas a bordo. Apesar das inúmeras buscas, nunca foi encontrada.


Em 1945 cinco aviões bombardeiros da Marinha dos Estados Unidos, modelo Avenger, voo 19, descolaram da base aérea na Flórida para um treino de rotina. Os pilotos estariam a voar entre as Bahamas e a Flórida mas o líder do esquadrão anunciava que a bússola estava a falhar e que desconhecia a sua posição. Vários navios e aviões procuraram os homens do voo 19, conhecidos como o “Esquadrão Perdido”- mas estes nunca foram encontrados.


Estes fenómenos ocorrem nesta região devido ao campo magnético da Terra. Surgem muitas teorias que tentam explicar o mistério dos aviões, barcos de passeio e navios desaparecidos. Para os escritores de fantasia estes fenómenos enquadram-se em teorias sobre extraterrestres, resíduos de cristais da Atlântida ou vórtices da quarta dimensão. Os mais técnicos baseiam-se em teorias sobre campos magnéticos estranhos ou gás metano situado no fundo do oceano. Para os mais céticos as origens poderão ser causas humanas ou naturais, como ondas, correntes, tempestades, furacões, tsunamis e terremotos.


Tal como a minha dor. Quem pode, de facto, entendê-la?


O todo que somos. O todo que nos causa dor, física e emocional. Queixas sofríveis, com desalento, desconforto. Condicionados por sintomas variados e pelo carácter crónico do mal que nos invadiu.

A alegria é um sentimento universal. A dor é individual, íntima, muito própria. É sempre subjetiva e pode ter intensidades diferentes ao longo do dia. 


Por vezes, o que temos não é bem o que queremos, mas podemos passar a vida dominados pelas dores ou aprender e tentar controlá-las! Há medicação e ajuda psicoterapêutica que nos podem ajudar no alívio da dor.


A alma dói. E o corpo também pode doer e muito. Num frenesim de dores agudas, fortes, potentes. Como se entrássemos noutra dimensão. Num triângulo de dor que só nós sentimos…



Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
Consultório: Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87, Lisboa
 
Contatos: 916088364 / 962657422

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