quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Comidinhas e Cervejinhas


Gosto da cidade do Porto. A Torre dos Clérigos, o Palácio da Bolsa, a Igreja de São Francisco, a Sé. As pessoas são diretas e calorosas. Gosto de ir ao mercado do Bolhão, passear na Avenida dos Aliados, na Foz e no cais da Ribeira. É bom desanuviar e distrair um pouco.
 
Em determinadas doenças crónicas há restrições alimentares.


Fui com um colega comer uma francesinha. Sanduíche de pão de forma, constituída por bife de carne de vaca ou lombo de porco assado fatiado, carnes frias, fiambre, salsicha fresca e linguiça. Coberta de queijo e guarnecida com um molho que tem por base tomate, cerveja e piripiri.

O Gonçalo não conhece o meu problema. Só os amigos chegados é que sabem. Não uso a minha doença como um cartão-de-visita. 

Ele pede a sua francesinha e eu faço ao empregado um pedido especial. Extremamente atencioso disse-me que podia “fazer” a minha sanduíche como eu quisesse.Pedi a minha francesinha com bife de carne de vaca grelhado só com sal, fiambre e coberta apenas de queijo. Um chá preto para acompanhar, porque me apetecia.
 
A francesinha completa é muito saborosa mas prefiro algo menos forte.

Quando a comida chega à mesa, o meu colega reage exuberantemente. Ri e até sugere tirar uma foto com o telemóvel. Senti-me um pouco desconsolado. Estes comportamentos depreciativos conduzem a uma sensação de desconforto.
    
As pessoas desconhecem as contingências e particularidades de cada um. No entanto, deveriam tentar compreender e respeitar.

A mim deu-me prazer, talvez incompreensível para algumas pessoas. Mas foi muito bom, comer aquela francesinha especial acompanhada com chá. 
 
Há comidas suaves e brandas. Podemos apostar neste menu.Tenhamos consciência que são de evitar as comidas condimentadas.

Não existe, contudo, uma dieta "mágica" para todos. A sensibilidade pode aumentar a qualquer momento e mesmo os alimentos que eram consumidos, habitualmente, podem ter que ser eliminados por um período de tempo variável.
 
Assim sendo, cada pessoa terá liberdade, com a anuência médica, de gerir e digerir a sua alimentação.
Temos de nos alimentar, mas também temos de alimentar a vida.
 
Confesso que nos períodos estáveis, em que me sinto bem, aventuro-me um pouco mais nas comidas. Gosto de música mas...também gosto de uma letra a acompanhar.
 
Temos o livre arbítrio, contudo, convém sermos cuidadosos. As comidas que saboreamos podem ser um tesouro ou o “preço” que teremos de pagar.


Por: Maria Aires e Sofia Moreira

Através de Técnicas comportamentais - cognitivas e Psicodrama pretende-se ajudar o doente no seu processo de lidar com a doença para que se torne mais Autónomo, com melhoria da Auto-estima e, consequentemente, da Qualidade de Vida.
   
Consultório: Latino Coelho 87, (Quintas-feiras das 13h às 18h) – Rua Latino Coelho 87, Lisboa
 
Contatos: 916088364 / 962657422

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